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Von der Leyen acusa Rússia de estratégia para desestabilizar Europa e admite vulnerabilidades

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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta segunda-feira, 25, que a Rússia promove uma estratégia deliberada para desestabilizar a democracia na Europa. A chefe do braço executivo da União Europeia se reuniu com presidentes dos Países Bálticos — Estônia, Letônia e Lituânia — em Vilnius para discutir as recentes incursões de drones atrelados a Moscou.

“Os moradores das nações bálticas têm passado por aquilo que muitos acreditavam pertencer a outra era: alertas de ataques aéreos, famílias se abrigando, escolas fechando, transporte interrompido. Essa é a realidade na fronteira leste da Europa em 2026”, disse von der Leyen.

“Precisamos ser claros sobre o que isso significa. Esses não são incidentes isolados. Essa é uma estratégia deliberada da Rússia para desestabilizar nossas sociedades democráticas”, acrescentou. 

Além dos constantes disparos russos, a Ucrânia intensificou ataques com drones de longo alcance contra a Rússia nas últimas semanas, inclusive na região do Báltico. Desde março, vários desses equipamentos invadiram o espaço aéreo de membros da Otan como Finlândia, Letônia, Lituânia e Estônia, que fazem fronteira com o território russo. A insatisfação popular com as incursões levou à renúncia do governo letão em 14 de maio.

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Fortalecer ‘preparação’

Na última quinta-feira 21, um alerta de drones forçou moradores de Vilnius, capital da Lituânia, a correrem para se abrigar em bunkers. Essa foi a quarta incursão do tipo em duas semanas, levando von der Leyen a se reunir com os chefes de estado bálticos para discutir formas de fortalecer as capacidades de defesa locais.

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De acordo com a presidente da Comissão Europeia, os incidentes “expuseram vulnerabilidades” na região. Ela também defendeu que é preciso que a arquitetura de segurança do bloco tenha como princípio organizador a “preparação”, que terá um padrão de funcionamento “estabelecido pelos Estados-membros do Leste”.

Para alcançar esse objetivo, von der Leyen anunciou investimentos superiores a 12 bilhões de euros (mais de R$ 70,3 bilhões, na cotação atual) através do SAFE, instrumento financeiro da União Europeia para apoiar políticas de segurança de seus integrantes.

“Já assinamos o plano SAFE da Lituânia e estamos prontos para assinar com a Estônia e a Letônia a qualquer momento. Estamos investindo, neste momento, em capacidades antidrone, defesa aérea avançada e proteção de infraestruturas críticas”, informou ela. “Além disso, já selecionámos 16 novos projetos no âmbito das nossas Iniciativas Europeias de Prontidão – desde a Vigilância do Flanco Oriental ao Escudo Aéreo Europeu. E fico satisfeita por ver empresas bálticas contribuindo com esses projetos. Sua experiência de ponta em ciberdefesa é fundamental para toda a Europa”, completou.

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