Uma pesquisa conduzida pelo Instituto Ideia, sob demanda do centro de estudos Sou Ciência da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), mostrou que a adesão ao programa de vacinação caiu após a pandemia de Covid-19.
Os dados do estudo revelaram que houve queda de 21,5% no número de pessoas que buscaram por imunizantes na comparação entre julho de 2023 e março de 2026.
A pesquisa “Memória, justiça e reparação da pandemia de Covid-19 e atual adesão às vacinas” foi conduzida entre fevereiro e março de 2026 por meio de 1.500 entrevistas por telefone com homens e mulheres de 16 anos ou mais, residentes no Brasil, com diferentes características de gênero, renda, idade, escolaridade, classe social, região, raça/cor e religião. Os dados apresentam uma margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Em relação ao total, quase 30% dos brasileiros estão fora do padrão de adesão plena às vacinas. Nos que se encaixam nessa fatia da população, 9,9% dizem que não se vacinam, 9,2% abandonaram a imunização após a pandemia e 8,8% não souberam responder.
Na comparação das faixas etárias, foi possível identificar que os idosos estão buscando vacinas mais que os jovens. 78% das pessoas acima de 60 anos relataram à pesquisa que estão dentro do programa de vacinação considerado ideal.
O estudo demográfico também mostrou que existem diferenças regionais importantes: o Sudeste tem 77,2% de adesão, contra 62,5% no Norte.
Dengue
Em relação ao imunizante da dengue, 70% dos entrevistados tiveram uma resposta positiva ao imunizante, mas apenas 56,7% pretendem se vacinar imediatamente. 13,7% relataram que o consideram importante, mas não colocam a vacinação contra a doença como uma prioridade no momento.
Ainda, houve grupos que responderam que enxergam a vacina com indiferença (10,5%), incerteza (8,1%), desinteresse (6,7%) ou se declaram abertamente antivacina (4,8%).
62% dos idosos pretendem tomar o imunizante contra a dengue imediatamente — contra 46% dos jovens.



