A investigação da PF (Polícia Federal) que teve como um dos alvos o presidente do Progressistas, o senador Ciro Nogueira (PI), esfriou a aproximação da federação União Progressistas com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
Ciro foi alvo da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF nesta quinta-feira (7). Ele foi apontado como destinatário central de vantagens indevidas e como agente público que teria utilizado o mandato parlamentar a favor de Vorcaro.
Aliados de Flávio recomendam que ele mantenha distância do caso. Uma ala do PL defende a retomada das tratativas com a federação em junho. Outra, porém, teme a contaminação política de sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.
Segundo uma fonte com trânsito na pré-campanha de Flávio, se a aliança eleitoral com a federação estivesse selada, o senador teria que dar explicações e o PT teria mais munição política.
Já o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, avalia que Flávio não pode deixar que o PP faça uma possível aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ganharia tempo de TV e recursos durante a campanha eleitoral.
Segundo o deputado disse à CNN, “a investigação envolvendo o Ciro não contamina o PP”.



