O Conselho Federal de Medicina (CFM) emitiu uma nota oficial nesta sexta-feira (29) em que anunciava a proibição do uso médico de PMMA (polimetilmetacrilato) em todo o Brasil como substância preenchedora, seja com finalidade estética ou reparadora. A medida começa a valer a partir de terça-feira.
De acordo com a instituição, a única exceção é para o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que realizado em unidades de alta complexidade credenciadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e em conformidade com os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas do Ministério da Saúde.
A definição vem depois de vários casos de mortes após as mortes de mulheres que passaram por aplicações nos glúteos com objetivos estéticos. Em 2024, a influenciadora Aline Ferreira morreu depois de passar por um procedimento em que aplicou PMMA nos glúteos com o objetivo de aumentar o volume da região. Ela chegou a ficar internada por nove dias devido às complicações e não resistiu.
Em janeiro de 2025, Adriana Barros Lima Laurentino, de 46 anos, também se submeteu ao procedimento estético com polimetilmetacrilato em uma clínica no Recife e, horas depois, começou a sentir dores intensas após ser liberada e voltar para casa. Ela foi encontrada sem vida no banheiro.
Em abril deste ano, a Justiça de Pernambuco decretou a prisão preventiva do médico Marcelo Alves Vasconcelos, que era investigado pela morte de Adriana.
O caso mais recente foi de Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, que morreu na manhã do dia 26 de maio, depois de passar mal em um consultório médico na zona sul de São Paulo. A CNN Brasil apurou que a vítima havia realizado, no dia anterior, um procedimento estético de preenchimento nos glúteos.
A Resolução nº 2.461/2026 do Conselho Federal de Medicina, será publicada no dia 2 de junho de 2026, no Diário Oficial da União (DOU).



